Czas  2 godzin 4 minut

Współrzędne 187

Uploaded 24 marca 2021

Recorded marca 2021

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1,2
2,41 km

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w pobliżu Botucaraí, Rio Grande do Sul (Brazil)

Antes de esta série de geocaches do Botucaraí ter surgido, já tinha ouvido falar do famoso morro, com a sua grande proeminência e visitado por peregrinos que vencem esta íngreme encosta para reforçar a sua fé.
Quando esta série saiu, fiquei ainda mais decidido em visitar o seu topo, mas, infelizmente, nunca consegui concretizar esse sonho, fosse por falta de tempo à passagem pelo local ou porque as condições climáticas não o permitiam.
Chegámos mesmo a falar sobre uma possível expedição geocachiana ao local no grupo gaúcho, mas a ideia nunca chegou a ir avante.
Hoje, no retorno ao Noroeste, decidimos sair mais cedo de Porto Alegre e aproveitar o dia maravilhoso para, finalmente, subir o Botucaraí.
Sinceramente, não sabia bem o que iria encontrar, nem na base, nem na subida, nem no topo, mas foi certamente uma das experiências mais espetaculares que já tive na Natureza.
O caminho da rodovia estadual até à base do cerro, onde se encontra a fonte santa, é bem fácil para qualquer veículo. Ali, equipei-me e enfrentei a subida, junto ao pequeno santuário improvisado e à fonte de água fresquinha. Todo o morro é coberto por vegetação nativa, o que, desde logo, cria um ambiente mágico e cada vez mais raro nos tempos atuais. O primeiro terço é bastante tranquilo, subindo um pouco no início e depois seguindo o trilho quase plano até à primeira cache. Com a dica, não foi difícil encontrá-la.
Seguindo pelo trilho, chega-se a uma pequena placa pintada, que indica o início da subida. E se eu pensava que o trilho contornaria as linhas de nível, que nada! É mesmo para subir a pique!
Mas embora a fé seja fraca, as pernas e a vontade de chegar ao topo eram muito fortes e iniciei a subida debaixo da copa fechada das árvores e sobre as suas raízes expostas. Surpreendentemente, o trilho está bem gasto e aberto, sinal de que passa ali muita gente ao longo do ano. A subida é longa, cansativa e exige atenção constante para não escorregar ou tropeçar numa pedra ou raiz, mas, pouco a pouco, metro a metro, com a ajuda do bastão de caminhada, fui vencendo a altitude.
Passei pela cache n.º 3 e decidi não voltar a descer para não perder o balanço e, pouco depois, cheguei ao topo, pois o trilho ficou plano. Ali, ouvia-se apenas as árvores a encostarem-se umas nas outras e o som de algumas aves. Virei à direita, até ao primeiro mirante, virado para leste, com uma paisagem avassaladora, até onde a vista alcança, sobre a planura do RS.
Fiquei ali largos minutos a tirar fotos e a absorver toda aquela beleza e acabei por me esquecer da cache n.º 4. Voltei atrás, para continuar o trilho principal, rumo à cache n.º 5. Pelo caminho, passei pelo "poço", perigoso para quem for distraído, ali mesmo à beira do trilho, e pelo marco geodésico, onde colocaram velas, um Cristo crucificado e duas Nossas Senhoras Aparecidas. Tirei algumas fotos e segui pelo trilho, até à beira da face oeste. Ali, levantaram voo vários urubus, ao verem um estranho emergir da mata. Fiquei por ali um bom tempo, diante de um filhote que ainda não sabia voar, a fotografar e a contemplar aquela paisagem, que se estende até aos morros mais além. É um local realmente incrível e de uma beleza rara, mas aquele ambiente de mata nativa é algo que não dá para adjetivar, só mesmo indo lá...
Quando me apercebi que o tempo estava a passar rápido, fui em busca da cache n.º 5. Ao fim de uns 20 minutos de buscas infrutíferas, deixei uma cache no local que me pareceu ser o seu local original, mas de onde tinha sumido.
Muitas fotos depois, voltei atrás, até à cache n.º 4, de onde pude ver uma grande tromba de água a aproximar-se ao longe. Também não encontrei a cache, mas não deixei nenhuma substituta, pois o local é frequentado e não saberia ao certo onde deixá-la. Fica para uma outra oportunidade...
Voltei atrás, encontrei a cache n.º 3 facilmente e enfrentei a perigosa descida. Se a subida é cansativa, a descida é sempre a parte mais difícil e perigosa de uma caminhada deste género. É preciso atenção e cuidado constantes para não rebolar por ali abaixo. O rabo foi algumas vezes ao chão, mas no final, tudo correu sem problemas. Em dias de chuva, é praticamente impossível subir aquela ladeira, por isso, é preciso planear bem a visita ao cimo do cerro.
Descida a parte mais difícil, o último terço pareceu uma autoestrada e, pouco depois, estava na base, onde o resto da comitiva me esperava. Não arrisquei beber a água da fonte, mas deu para me lavar com aquela água fresquinha que brota das pedras.
Foi certamente uma das minhas grandes aventuras, não só no Rio Grande do Sul, mas de todas as que já tive.
Uma aventura que jamais esquecerei e que recordarei com grande alegria. Oxalá possa voltar a enfrentar aquela subida mítica e, quem sabe, concluir esta série geocachiana.
De referir que em todo o trajeto existem caixotes do lixo! E há várias árvores identificadas por placas à prova de água. Não sei quem zela pela limpeza e identificação do trilho, mas é algo raro e que valorizou ainda mais esta experiência.


Realizada dia 9 de março, 2021

Dificuldade [★★★★☆]
Beleza cénica [★★★★☆]
Satisfação final [★★★★☆]
Panorama

Mirante para leste

Mirante com vista para leste, com vista sobre a planície gaúcha.
Ryzyko

Sempre a subir! (ou a descer...)

A terrível subida constitui cerca de 2/3 do percurso, com uma inclinação superior a 45 graus.
Szczyt

Marco geodésico e ponto de oração

O ponto mais alto do morro, onde existe um marco geodésico que foi transformado em local de culto, com algumas imagens religiosas.
Panorama

Mirante para oeste

Ponto mais ocidental do morro, com vista para os morros de Cerro Branco e mais além. No local, ocorre nidificação de urubus.
Drzewo

Figueira com geocache

Uma figueira-de-folha-miúda, uma das muitas grandes árvores que cobrem todo o trajeto.
Źródło

Fonte de água

Água que nasce na base do cerro.

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