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251 m
0 m
0
73
145
290,34 km

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w pobliżu Pillán, Los Lagos Region (Chile)

Acordei as 7:30, enrolei um pouco e comecei a ajeitar as coisas. Procedimento padrão. As 8 e meia estava na moto e já tinha uma fila de veículos pra embarcar. Perguntei pro cara do ticket que horas saia ele disse as 9h. E essa balsa iria pra Hornopirén. A balsa pra Fiordo Largo sairia às 13h. Pelo que ele disse o preço é o mesmo. Indo pra Hornopirén pulo um trecho de uns 10km da ruta 7. Mas esperar até as 13h só pra andar um trechinho... E depois teria que pegar outra balsa até Hornopirén, achei melhor pegar essa mesmo que iria direto.
Tá loco ia perder o dia inteiro por causa de um pedacinho de 10km, não dá né... Valor pra motos é 8400 pesos. Gasolina aqui é cara, então é menos de meio tanque e chega as 13h do outro lado.

Balsa chegou do outro lado, desembarquei e rodei 50km até a próxima balsa. No caminho havia uma parada obrigatória por causa de obras, conversei com um chileno numa KTM 990 adv. Ele falou que tem um caminho por fora que não passa pela última balsa, 200km de chão e estradinha rural. Mas ela sai bem pra cima de Puerto Montt e eu iria perder a placa de km 0 da ruta 7. Além de que 200km nessas estradinhas levaria mais um dia. Fica pra próxima aventura. Na fila pra última balsa parei do lado de um chileno de Valdivia. Esqueci o nome do cara. Estava com uma Benelli 500. Interessante a moto. Parece uma big trail de grande porte, marca italiana, mas toda feita na China. Achei que o acabamento não era tão bom, parece até que o aço do quadro não estava bem acabado, sei lá. Talvez andando em uma mude de ideia. Balsa chegou, dei partida e entrei, mas o cara não. Pensei ele desistiu de embarcar, estranho porque vi ele pagando a entrada da balsa. Daí a pouco ele embarcou empurrando a moto. Falou que não quis pegar e começou a mexer no sensor do pedal de descanso. Emprestei uma chave de fenda, ele mexeu, mas o sensor não destravou. Falei que tinha ferramenta e desengripante na minha moto e dava pra gente ver enquanto esperava a balsa chagar do outro lado. Com uma allen, tirei o sensor e vi que uma pedrinha tinha entrado atrás da haste e travou o sensor. Menos mal, só tirei a pedra e montei de novo, problema resolvido. Ainda bem, pois eu já estava pensando em cortar os fios e emendar. Conversamos o resto da viagem. Ele contou que deu uma volta pela região e agora estava voltando pra casa. Fomos juntos até a placa do marco 0 da ruta 7. Imaginei que teria uma placa mais bonita e toda pomposa indicando o inicio da famosa ruta 7, mas não, era só uma plaquinha de quilometragem do lado da rua mesmo... Apensar de comum, o que vale é o feito. Ter andado toda a carretera austral vivenciado essa experiência incrível e diferente passando nos pés das montanhas, florestas, lagos e fiordes. Com certeza não vou me esquecer disso tão cedo.

Ele tirou uma foto pra mim e me levou até um supermercado. Nos despedimos e cada um seguiu se rumo.

Gastei uma nota no mercado. Comprei até uma panelinha e um isolante térmico. Além de 4 hambúrgueres e tempero. Hoje à noite vai ter churrasco. Sai de Puerto Montt sentido norte na ruta 5. Já aproveitei e abasteci, gasolina 93 octanas a 794 pesos num posto BR feio e fraco de movimento.

Andei 70km e já tinha desistido de achar um lugar pra acampar. Engraçado que aqui é bem plano, aí olhando pro lado vê um baita vulcão no horizonte. O vulvao Osorno fica tem 2652m e ainda é ativo. Deve ter uma linda vista de toda região. Atrás dele fica a cadeia montanhosa dos Andes. Um dia levo a Elis para gente conhecer esse lugar melhor.
Eis que 15km antes de Osorno, vi uma porteira aberta que dava acesso a umas Torres de telefonia. Oportunidade de ouro, parei e voltei pra conferir. O lugar era bom. Entrei com a moto e estacionei num trio de mato amassado que dava acesso a uns postes de energia com relógio em medição. Quando abri a portinha das caixas dos relógios me deparei com 4 ratos que estavam lá dentro escondidos. No susto fechei a portinha e prendi um deles, o pobrezinho começou a gritar. Ainda estava com raiva do rato que comeu minhas bolachas em El Chalten e quase descontei nesse a ousadia do outro rato. Mas ele não tinha nada a ver com meus problemas e soltei a porta para que ele conseguisse fugir pelo mato. Dei uma volta a pé na área pra ver se era seguro e não tinha casa perto. Tudo ok. Como era só mato, tive que limpar um lugar com a pazinha pra diminuir o risco de furar o colchão. Ficou show.

Fiz janta. Arroz e hambúrguer com queijo ralado e um negócio que deveria ser feijão enlatado, suco de limão e molho de pimenta. Comi muito. Pra não ter problema com os ratos que já sabia que estavam por perto, botei a louça suja dentro do baú. Amanhã lavo e guardo tudo. Hoje não tá frio. Mas usar a segunda pele e o saco de dormir são obrigatórios.

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