• Zdjęcie Viagem Do século 08/03/2019
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Czas  11 godzin 5 minut

Współrzędne 7581

Uploaded 19 września 2019

Recorded marca 2019

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56 m
8 m
0
50
99
198,03 km

Obejrzane 3 razy, pobrane 0 razy

w pobliżu Taim, Rio Grande do Sul (Brazil)

Acordei disposto, um pouco de sono devido a agitação da noite e dormi menos do que o esperado. Tomei café com bolacha e juntei as coisas. A moto ia tranquila, parecia que estava no asfalto. Areia junto ao mar é tão firme quanto uma estrada. Estava tão tranquilo que fiquei um pouco decepcionado, esperava mais dificuldade. Um carro de rua andaria ali tranquilamente. Vi várias carcaças de tartarugas marinha. Conchas tão grandes quanto uma mão quase peguei uma de lembrança, mas não tinha espaço no baú. É preciso atravessar vários trechos com água que se formam na maré alta. Bem divertido. Vi muito lixo também trazidos pelo mar, restos de redes de pesca, sapatos e garrafas plásticas aos montes. A cada alguns km sempre se via uns acessos da praia para a estrada que deve ter por ali, onde os pescadores vão estender as redes e sempre perto desses acessos havia uma tartaruga morta, muita dó, são bichos grandes que provavelmente enroscam na rede e morrem afogados. Vi um farol pintado de vermelho e branco e resolvi ir lá ver. Estava meio afastado da praia, cerca de 400m tentei chegar com a moto, mas areia firme só beirando o mar e a ela atolou em poucos metros. Deixei-a ali e fui a pé. Chegando lá, vi que a porta estava cimentada e não tinha nada em volta. Mas mesmo assim era um ambiente bonito e tirei umas fotos. Quando voltei a moto, bateu um arrependimento, ela estava realmente atolada e tive que tirar os baús pra aliviar o peso e conseguir puxar e lá uns metros pra ter como embalar e sair dali. Meia hora depois já estava tudo montado e em areia firme. Incrível como é muito mais fácil pilotar a moto na areia sem bagagem ela responde muito bem e não atola. Segui tranquilo, esperando chegar no final da praia em menos de 2h. Depois de alguns km, vi um toco estranhamente grande perto da água, passei bem pertinho e vi que parecia muito peludo. Buzinei, o toco levantou a cabeça e me olhou. Era um leão Marinho tomando um bronze no sol morno da manhã. Parei a moto meio longe e fui lá pra ver mais de perto. O bicho era grande, provavelmente uns 2 metros de comprimento e bem gordo. Mas como ele não demonstrava estar muito agitado eu fui chegando perto e tirando fotos. Dei a volta e vi que ele estava com o olho direto machucado e precisava se contorcer todo pra me ver. Tadinho, mas era mais seguro pra mim ficar do lado direto dele. Sem me ver, não iria correr atrás de mim. Mas ele nem se mexeu do lugar, só deu umas rosnadas do tipo 'o que você quer?' deixei o bicho em paz e segui. Em alguns km encontrei outro farol, mas esse era rodeado por uma cerca feita de plástico, com uma placa dizendo 'cuidado, cerca elétrica'. tinha casas e antenas. Tirei umas fotos e logo apareceu um cara, que veio me cumprimentar. Era o oficial da marinha que estava de serviço ali e me convidou pra conhecer o local. Claro que aceitei, deixei a moto na porteira e fui lá. O oficial disse que o cabo Flávio iria me ajudar mostrar o farol pois ele estava incumbido de preparar o almoço deles. Cabo Flávio é carioca e estava a 7 anos na marinha especialista em motores diesel. Conversamos bastante e ele explicou como um farol funciona. Me levou até o topo e mostrou a lâmpada com o conjunto de lentes.

Os mecanismos de funcionamento elétrico e o manual de backup. Extremamente interessante. Nem vou citar aqui pois daria um livro todo. Depois de muita proza, vi que era hora de ir embora, assinei o livro de visitantes e me falaram que a previsão era de chuva e eu deveria me apressar pois o tempo se forma muito rápido, o vento fica forte e a partir dali a areia não é tão firme. Pedi um pouco de água e fui embora apressado. Era quase 1h da tarde e ainda tinha cerca de 80km até o vilarejo Hermenegildo e depois mais uns 15km até a barra do Chuí. E realmente, a coisa ficou bem mais tensa depois do farol. Acho que a maré subiu e isso me forçou a andar na areia mais fofa. O vento estava muito forte e o tempo estava ficando escuro pro sul. Foi uma hora andando forte, a 70-80km/h na areia fofa e com vento me jogando pros lados. Em terceira marcha acelerada a moto estava fazendo 10km/l.

Fiz umas contas rápidas e achei que o combustível não ia dar se continuasse desse jeito e ficar sem combustível ali seria uma péssima opção. Tentei reduzir o ritmo, mesmo vendo as nuvens carregadas chegando cada vez mais perto. Não sei se a maré subiu ou se ali era assim mesmo, só sei que não dava pra andar na linha d'água. Única opção foi andar mais perto das dunas na areia mais fofa. Não era tão fofa quanto o Jalapão e como não haviam rastros, era só acelerar sem se preocupar muito com o caminho, só ficar atento pra não passar por cima de nenhuma garrafa ou lixo que pode ser perigoso a essa velocidade. Era preciso ficar atento também às pequenas bacias de água e como atravessar, as vezes a água que corre cava sulco na areia aí precisa descer o sulco, andar na água e subir do outro lado ou ir até onde desemboca no mar pra desviar das valetas. E era preciso pensar rápido, pois com a areia fofa, a chance de atolar é alta. Alguns trechos não eram tão ruins, apenas com vento e areia vindo de encontro. Meus óculos estavam totalmente embaçados. Estava difícil enxergar. Resolvi tirar os óculos e a coisa melhorou muito, até o caminho ficou mais bonito e fácil. Depois de uns 20km cheguei na praia do Hermenegildo. Já estava na reserva a 30km, segundo minhas contas dava chegar nos 50km. Ali existem placas proibindo tráfego de veículos nesse pedaço da praia, então entrei na vila. Um homem estava cruzando a esquina a pé e resolvi perguntar onde tinha gasolina ali. Ele me disse que tem um cara que vende, mas é ruim e com muita água. Em seguida ele disse pra segui-lo até sua casa que iria me arranjar meio litro da reserva dele. Como meio de litro não resolva muito pedi de podia pegar mais, ele disse que sim e era só trazer pra ele depois que estava tudo certo. Como eu não iria mas voltar ali, perguntei se poderíamos dar 20 reais pra ele em trocar do +- 1.5L que peguei. Ele disse que sim. Dei o dinheiro pra ele com muito gosto pois ele realmente queria ajudar e eu não quero a prejudicá-lo muito, pois gasolina só na cidade a 20km dali. O Sr Valcimar disse ter gostava muito de andar de moto por isso ficou feliz em me ajudar, conversamos uns minutos e parti. No final da vila voltei pra praia e segui até o final em Barra do Chuí. O mar ainda estava meio agitado e andei na areia mais fofa, mas foi tranquilo. Cheguei em Barra do Chuí, na barreira artificial que ficar do lado brasileiro pra tirar umas fotos. Bem legal. O vento é muito forte e o mar agitado. Se cair ali já era. Voltei um km pra pegar a rampa de acesso à cidade conversei um pouco com o dono de um mercadinho que me disse pra visitar o farol da cidade, fui lá, mas a visitação era só de terça e quinta, então deixei quieto e fui pra Chuí. Chegando lá encontrei um lava-rápido e mandei bater uma agua na moto, pois ela estava cheia de areia e água do mar é complicado.
Abasteci e fui procurar um hotel pois eu estava todo salobro também. Pesquisei em dois lugares e o preço era o mesmo. Enquanto estava sentado na moto pensando no que fazer, um casal uruguaio em uma moto me perguntou onde eu iria ficar, falei que não sabia pois os hotéis eram muito caros, eles então me disseram que estavam em um camping que era 25 reais por dia e tinha chuveiro quente, piscina e tomadas, interessante. Como Era umas 4h da tarde e ainda não havia almoçado, fui atrás de algo pra comer, lanches eram muito caros, perto da avenida central vi um restaurante que servia parrillada, que é o equivalente a um churrasco. Entrei, perguntei o preço e fui me ajeitando pra sentar quando um cara me chamou e perguntou de onde era e pra onde ia. Ele era coreano e tinha um hostel em Montevideo, junto com ele estava um russo que era barman no hostel e três argentinas que estavam hospedadas lá. Conversamos uns minutos, meio inglês, meio espanhol e meio português. Muitas risadas depois nos despedimos e consegui almoçar. O arroz e o feijão são servidos frios, mas tinha feijoada e uns cortes de carne, frango e linguiça. Vinha uma coca e um sorvete, tudo por 30 reais. Conversei também com o dono do restaurante, paguei e fui pro camping. Chegando lá, paguei os 25 reais e escolhi o um lugar pra montar a barraca.


Vi o casal uruguaio que indicou o lugar e fui conversar com eles. Emprestei o fogão e pra ele ascender uma fogueira e fui lavar a minhas roupas. Tinha pouca coisa, mas levei uma hora. Aproveitei pra limpar o capacete e tentei colar a lâmpada que troquei pra deixar de reserva e tomar um banho. Levei mais de uma hora pra montar o capacete pois perdi na grama a pecinha que parafusa a viseira junto com a pala e o queixo escamoteavel. Por sorte encontrei a dita cuja depois de xingar muito. Já era quase 11h. Entrei na barraca e fui dormir planejando o dia seguinte, a ideia era comprar a carta verde e seguir pro Uruguai. Mal sabia que eu o que me esperava.

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