• Zdjęcie Viagem Do século 04/04/2019

Czas  10 godzin 49 minut

Współrzędne 31492

Uploaded 20 września 2019

Recorded kwietnia 2019

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945 m
61 m
0
210
421
841,96 km

Obejrzane 2 razy, pobrane 0 razy

w pobliżu Saladero Oeste, Rio Grande do Sul (Brazil)

Durante a madrugada uns cachorros vieram encher o saco, ficavam latindo pra barraca e iam embora, tipo guardas fazendo uma ronda. Depois da terceira vez dei uns gritos pra espantar e eles não incomodaram mais. De manhã o movimento dos caminhões me acordou e caiu um chuvisco fraco, mas suficiente pra molhar a barraca. O jeito era botar ela pra secar e esperar um pouco. Mas aí vi que os cachorros marcaram território no canto da barraca... e agora que molhou ficou com cheiro muito forte... Pedi pro cara do lavador de caminhão se podia bater uma água nela pra tirar o cheiro. Do jeito que estava não daria pra guardar ela, iria feder todo o baú. Depois disso botei ela pra secar, tomei um café e comecei a arrumar as coisas enquanto esperava o sol sair de trás das nuvens pra secar a barraca. Nada de sol e o jeito foi guardar ela molhada mesmo, pelo menos estava limpa. Peguei estrada e segui rumo ao norte. Já de cara bateu uma saudade das estradas do Chile/Argentina. Asfalto aqui era horrível, muito esburacado e cheio de ondulações. Teve trecho que era melhor andar de pé na moto pra não perder o controle, acho que foram uns 400km pulando igual cabrito. Mas como botei o GPS pra evitar pedágios, acho que foi o preço. Saindo do Rio Grande do Sul, entrei em Santa Catarina e as estradas estavam muito melhores, mas o tempo começou a fechar e a região era cheia de curvas. A tocada não rendia e a pista era mal sinalizada. Pelas minhas contas se andasse num ritmo forte, chegaria em Londrina de madrugada, mas com essa chuvinha não estava fácil. Estava parando pra abastecer a cada 250km pois com uma tocada mais forte o consumo era mais alto. Parei pra abastecer em Saudade do Iguaçu as 10 da noite. Por causa da viseira suja que atrapalhava muito quando passava carro no sentido oposto, a falta de sinalização horizontal e a pista molhada, resolvi dormir por aqui mesmo. Perguntei pro frentista se poderia montar a barraca em algum canto. Ele conversou com o dono do restaurante/padaria/lanchonete do posto e disse que eu poderia dormir ali no corredor, mas às 6h da manhã a padaria iria abrir e eu teria que sair. Perfeito, levantando cedo, estaria em casa antes do meio dia. Perguntei pro frentista se havia alguma lanchonete aberta a essa hora e ele me indicou uma lanchonete boa que ainda estava aberta e entregava lanche. Pedi um lanche caprichado e uma coca pra janta. Enquanto esperada o lanche uma ratazana gigante passou pelo posto e caiu na vala de trocar de óleo. Os cachorros começaram a latir e fizeram uma correria danada, mas não pegavam o rato. O frentista pegou um esfregão e saiu correndo atrás dele, peguei minha lanterna e iluminei pra ajudar. Depois de muita briga e vários pulos o rato foi derrotado. Coitado passou pelo lugar errado na hora errada.
Comi o lanche, montei a barraca, conversamos bastante e logo depois o posto fechou. Dormi bem ali, sem barulho e protegido da chuva.

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